Lapig apresenta resultados do TerraClass Cerrado

Laboratório participou de projeto do Ministério do Meio Ambiente que mapeou o uso e a cobertura das terras do bioma Cerrado

 

O reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Orlando Amaral, recebeu na tarde desta quarta-feira (6/7) a diretora do Instituto de Estudos Socioambientais (Iesa), Celene Cunha Barreira, e a vice-coordenadora do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Lapig), Elaine Barbosa da Silva, para a apresentação dos resultados do projeto TerraClass Cerrado.

O TerraClass Cerrado foi coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e teve como objetivo mapear o uso e cobertura das terras no bioma Cerrado. Para tal, foram convocadas e articuladas as principais instituições de pesquisa e desenvolvimento nacionais que tem experiência com mapeamento de uso e cobertura da terra, sobretudo no bioma Cerrado, e dentre as instituições a Universidade Federal de Goiás que realiza o monitoramento do bioma Cerrado através do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Lapig) desde 2005.

Desde 2013, quando o convite para participar do TerraClass foi feito ao Lapig,  foram mapeados mais de 2 milhões de km² do bioma Cerrado. Essa ação resultou oTerraClass Cerrado. Lançado em novembro de 2015, o TerraClass Cerrado, constitui o mapeamento oficial do uso e coberturas das terras do bioma e tem como referência o ano de 2013. Foi elaborado a partir de imagens do satélite Landsat 8, sensor Operational Land Imager (OLI), na escala de 1/250.000. Os resultados mostram que boa parte do Cerrado (54,5%) ainda mantém as características de vegetação natural. Celene Barreira lembrou que o estudo do bioma Cerrado é um dos principais temas do Instituto de Estudos Sócio-Ambientais (Iesa), e o Lapig tem o papel fundamental na geração de dados relativos aos desmatamentos e impactos sócio-ambientais deste bioma.

Para a execução do projeto foram investidos, pelo Banco Mundial, cerca de dois milhões de reais no projeto. “O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) participam do projeto e, a única Universidade que participou efetivamente de todas as etapas do projeto foi a UFG, através do Iesa e do Lapig.”, destacou a professora. Segundo Elaine Silva os dados gerados são o que há de oficial e mais atual sobre o bioma Cerrado tanto Brasil e no Mundo.

Na ocasião o reitor foi presenteado com a publicação resultante do mapeamento e um painel com o mapeamento, que traz áreas de fronteira agrícola que se configuram na expansão da agropecuária no Cerrado. A vice-coordenadora ressaltou que esses estudos são muito importantes para a preservação do bioma e que sua recuperação e uso sustentável passam por dados relativos ao mapeamento do uso e cobertura das terras.

 

Segundo a vice-coordenadora do Lapig, estudos de mapeamento são fundamentais para se pensar a preservação do Cerrado.

Texto: Natália Esteves
Fotos: Carlos Siqueira
Fonte: Ascom UFG