Núcleo Vant

2012 - 2013

O Programa de Pesquisa e capacitação com Veículos Aéreos Não Tripulados (Pro-Vant), coordenado pelo professor Dr. Manuel Eduardo Ferreira, surgiu informalmente no final de 2012, com a chegada dos dois primeiros drones ao LAPIG (via edital Pro-Equipamentos da CAPES, sob resposabilidade do prof. Dr. Laerte Guimarães Ferreira), visando avaliar a operacionalidade e precisão destes instrumentos em atividades acadêmicas (docência/extensão) e científicas (projetos de pesquisa), incluindo outras aplicações na área das geotecnologias. O nome “Pro-Vant” surge tempos depois, em alusão a um grupo bastante dinâmico e determinado, atualmente reconhecido como um dos mais atuantes no Brasil em matéria de veículos aéreos não tripulados e desenvolvimento de metodologias. Resgatando um pouco dessa história, o primeiro voo foi conduzido pelo próprio professor Manuel Ferreira, em janeiro de 2013, com uma aeronave de categoria asa fixa (Sensefly Swinglet CAM), na fazenda Tanguro, município de Querência (MT), durante uma disciplina de campo do IESA/Ciências Ambientais. Naquele ano, o docente também iniciou a primeira orientação de mestrado com o tema (na UFG/PPGEO), cuja pesquisa era avaliar a precisão e acurácia cartográfica de imagens/mapeamentos obtidos por VANTs no bioma Cerrado. Em dezembro deste mesmo ano, dado o intenso engajamento e interesse, o prof. Manuel e parceiros organizam o primeiro workshop sobre este assunto na região Centro-Oeste, sediado na UFG, com o título “I Workshop sobre Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) para o Mapeamento e Monitoramento de Ambientes Naturais e Antrópicos no Bioma Cerrado”, reunindo fabricantes, revendedores e usuários de VANTs de todo o país, entre os dias 4 e 6 de dezembro de 2013.
2014

No ano de 2014, o Pro-Vant recebeu, via PPGEO, o segundo aluno de mestrado, desta vez pesquisando o potencial dos VANTs para mapear erosões (em Goiânia e Silvânia). Até então, os instrumentos usados nessas pesquisas foram aqueles adquiridos no final de 2012 (asa fixa - Sensefly Swinglet Cam). No ano de 2014, um novo projeto, sob coordenação do prof. Manuel Ferreira, foi submetido ao edital Pro-Equipamentos da Capes, com apoio do Programa de Pós-Graduação em Geografia, Computação e Enhegenharia Ambiental da UFG, e de outros grupos de pesquisa (inclusive externos). O objetivo era a aquisição de um “sistema VANT”, compreendido por 6 drones de asa rotativa e 3 sensores imageadores, um deles multiespectral, voltado para monitorar ambientes rurais e urbanos na região do Cerrado. Com o projeto aprovado, ao longo de 2015 começam a chegar os novos equipamentos ao LAPIG, com destaque para um drone de oito hélices (octocóptero), capaz de carregar até 3 kg de carga útil, e para a câmera Tetracam, com 6 bandas espectrais, dentre elas uma na faixa do infravermelho próximo da luz (para estudos do solo e da vegetação). Neste momento, o programa Pro-Vant inicia uma nova fase.
2015 - 2016

Nessa nova etapa do projeto, o número de pós-graduandos vinculados ao Pro-Vant duplica, agora em nível de doutorado, fortalecendo as pesquisas vinculadas ao uso de VANTs para estudos de ordem geográfica, ecológica e agronômica, sempre com um viés ambiental. Por esse motivo, no final de 2015, o Pro-Vant inicia uma parceria importante com World Wide Fund (WWF), com apoio indireto da Embrapa e do ICMBio, visando a utilização de drones no monitorameno de áreas em restauração ecológica e manejo de Unidades de Conservação, por exemplo. O próprio WWF cria um programa interno, chamado Ecodrones, com participação ativa do Pro-Vant. Esta parceria auxiliou na renovação de alguns equipamentos adquiridos na primeira fase (2012) e de softwares para o processamento de imagens aéreas, mantendo até o presente momento apoio logístico e financeiro por meio de bolsas de estudo para participantes deste laboratório.
2017

Em 2017, o Pro-Vant inicia uma parceria com o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), cujo objetivo principal é apoiar a Instituição nas perícias ambientais, utilizando os VANTs como instrumento de mapeamento e análise de crimes de cunho ambiental. A partir dessa parceria, foi adquirido um VANT com um nível de sofisticação mais elevado (Sensefly eBee RTK), incorporando a bordo um GPS geodésico (precisão centimétrica/milimétrica) e uma nova câmera multiespectral (Parrot – Sequoia, 5 bandas espectrais), acessórios estes ainda pouco comuns nos equipamentos da classe microvant (VANTs com até 25 kg). Tratando sobre parcerias, há também uma cooperação científica com uma pesquisadora do Woods Hole Research Center (Massachussts, EUA), Dra. Marcia Macedo, a qual está coordenando uma pesquisa sobre a emissão de Metano (CH4), um gás de efeito estufa, proveniente de reservatórios de água abandonados na fazenda Tanguru (Querência, MT). O intuito da parceria é mapear com precisão os reservatórios, subsidiando o cálculo da área e volume desses reservatórios, bem como os detalhes da paisagem ao redor. Essa pesquisa é inovadora porque, a partir dela, será realizada a estimativa de emissão deste importante gás em áreas agropecuárias, relacionado ao tema dos recursos hídricos. Num ano de grandes avanços como este, reflexo de intensa colaboração dos integrantes do Pro-Vant, uma nova parceria se desenha no horizonte, agora com a ONG The Nature Conservancy (TNC), nos moldes e objetivos daqueles estabelecidos com o WWF. As atividades com o ICMBio também foram aprimoradas, com uma longa campanha de campo realizada no mês de agosto, voltada ao monitoramento de queimadas no Cerrado, em especial no Parque Nacional de Brasília (metodologia a ser incorporada em outras UCs). Neste último mês, como nos 4 anos anteriores, o Pro-Vant realizou a capacitação de estudantes, técnicos, docentes e pesquisadores no manuseio de drones em suas atividades profissionais, por meio do projeto de extensão “Geocursos”, promovido pelo Lapig (sob coordenação da profa. Dra. Elaine Silva), com a grata missão de difundir o uso desta tecnologia na geração de bases de dados geográficas com elevado nível de detalhe e precisão. Da mesma forma, o uso destes equipamentos vem sendo estendido a diversas pesquisas e ensino na UFG, vinculadas ao mestrado, doutorado e disciplinas de graduação e pós-graduação. Ao que tudo indica, o Pro-Vant continuará alçando novos voos em 2018. (textura e profundidade) e declividade, com dados LiDAR aerotransportado (este levantamento está sendo realizado na bacia hidrográfica do rio Vermelho, estado de Goiás, sendo que os dados LiDAR foram obtidos em outubro de 2015, no âmbito da iniciativa Sustainable Landscapes.